WhatsApp: sobre denuncia de jornal folha de sp e disparo de mensagens anti-PT


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Uma reportagem publicada pela Folha de São Paulo, empresários patrocinaram serviços de disparo de mensagens em massa para espalhar conteúdo contra o Partido dos Trabalhadores (PT) por meio do WhatsApp. A reportagem de Patrícia Campos Mello cita que foram pagos até R$ 12 milhões para empresas especializadas.

O que chamou a atenção da mídia nacional e internacional, uma vez que a prática é considerada ilegal por configurar doação por empresas privadas e não declarada – caixa 2 – para a campanha de Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com o jornal, os serviços teriam sido executados pelas agências Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market.

Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan e um dos citados pela reportagem, negou o disparo das mensagens pelo WhatsApp. Já o próprio presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não tem o conhecimento da prática:

Eu não tenho controle se tem empresário simpático a mim fazendo isso. Eu sei que fere a legislação. Mas eu não tenho controle, não tenho como saber e tomar providência. Pode ser gente até ligada à esquerda que diz que está comigo para tentar complicar a minha vida me denunciando por abuso de poder econômico

Com a publicação da denúncia no Brasil, o resto do mundo repercutiu a situação das eleições presidenciais, sendo que o caso colocou em cheque todo o esforço prometido pelo Facebook. Agora, em busca de mais informações, o site MobileTime publicou uma entrevista na qual os responsáveis pela empresa SMS Market negam a contratação para o disparo de mensagens anti-PT pelo WhatsApp.

De acordo com a publicação, de todas as companhias citadas pela Folha de São Paulo, a SMS Market foi a única a enviar uma resposta sobre o assunto. No entanto, um dos pontos destacados é que nenhuma das empresas é autorizada pelo WhatsApp para comercializar o disparo de mensagens. De toda forma, Willian Evangelista da SMS Market rebate:

Não existe esse tipo de autorização. Isso está sem formato, nós já entramos em contato com o WhatsApp, mas ainda não tem nada. Não tem nada que envolve publicidade no aplicativo dele. Eles estão saindo agora com os chatbots. Nós estamos autorizados por eles a fazer a gestão dos chatbots. Mas, do envio em massa, não. Não tem uma legislação e não tem como ter homologação.

Sobre a denúncia publicada pela Folha de São Paulo, o representante da SMS Market afirma que sua empresa não foi contratada para fazer esse tipo de trabalho:

isso é uma mentira. Primeiro porque nosso site tem termos e condições de uso e qualquer cliente que se cadastra tem que aceitar esse termo. E esse termo é bem explícito e afirma que não é permitido nenhuma publicidade, nenhuma campanha de cunho político. Você vê que a Folha nem se preocupou em entrar em contato conosco… A gente recebeu um e-mail deles ontem às sete horas da noite. E nosso expediente vai até às seis, pedindo retratação. Mas na hora que a gente viu esse e-mail, hoje, já tinham publicado.


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